Esgoto / Tratamento de Esgoto é Saúde

Tratamento de Esgoto é Saúde

A água é utilizada de diversas formas no dia-a-dia. Entre elas: tomar banho, lavar louça, escovar os dentes e na descarga do vaso sanitário. Depois de eliminada, ela passa a ser chamada de esgoto, por apresentar suas características naturais alteradas.

Esgoto, efluente ou águas servidas são todos os resíduos líquidos provenientes de indústrias e domicílios e que necessitam de tratamento adequado, para que as impurezas sejam removidas, e assim possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ambientais e à saúde humana.

Saneamento básico é fator de proteção à qualidade de vida. Sua inexistência compromete a saúde pública, o bem estar social e degrada o meio ambiente, pois qualidade de vida e meio ambiente estão relacionados. 
As doenças relacionadas à falta de tratamento de esgoto prejudicam o desenvolvimento e a frequência das crianças às aulas. Segundo o BNDES, no Brasil, 65% das internações hospitalares de crianças menores de 10 anos estão associadas à falta de saneamento básico. No caso dos adultos, essas doenças impactam diretamente na ausência no trabalho.

As vantagens do investimento em tratamento de esgoto para a saúde pública são visíveis. Segundo a FUNASA (Fundação Nacional de saúde), a cada R$1,00(um real) investido em saneamento, economiza – se R$ 4,00(quatro reais) em medicina curativa. O esgoto é tão importante para melhorar o Índice de desenvolvimento Humano (IDH) que o sétimo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015) é reduzir pela metade o número de pessoas sem rede de esgoto.

Em São Leopoldo, o Semae, preocupado com a qualidade de vida da população, tem trabalhado para mudar o cenário da cidade no que diz respeito ao acesso ao serviço de esgoto. Em 2012 iniciou a obra de ampliação da Estação de Tratamento de Esgotos do bairro Vicentina, melhorando o sistema de tratamento e garantindo a preservação do Arroio João Correa.

A autarquia está fazendo a parte dela para melhorar a saúde e qualidade de vida da cidade. Cabe agora a cada cidadão fazer a sua, fazendo a sua ligação à rede de esgoto disponível. Com isso, estará protegendo a saúde de sua família e de toda a população.

 

DOENÇAS RELACIONADAS À FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO

As doenças de veiculação hídrica através dos esgotos são causadas principalmente por microrganismos patogênicos de origem entérica, animal ou humana, destacando-se:

Febre Tifóide:

Doença infecciosa, se caracteriza por febre contínua, mal-estar, manchas rosadas no tronco, tosse seca, prisão de ventre mais frequente do que diarreia e comprometimento dos tecidos Linfóides. Agente Etiológico: Salmonella Typhi, bactéria gram negativa. Modo de Transmissão: doença de veiculação hídrica, cuja transmissão se dá através da ingestão de água e moluscos, assim como do leite e derivados, principais alimentos responsáveis pela sua transmissão. Outros alimentos, quando manipulados por portadores, podem veicular a S. typhi, inclusive sucos de frutas. Prazo de Incubação: Em média, 2 semanas.

 

Febre Paratifóide:

Infecção bacteriana que se caracteriza por febre contínua, eventual aparecimento de manchas róseas no tronco e comumente diarreia. Embora semelhante à Febre Tifóide, sua letalidade é muito mais baixa.

 

Shigeloses:

Infecção bacteriana aguda, principalmente no intestino grosso caracterizada por febre, náuseas e às vezes vômitos, cólicas e tenesmo (sensação dolorosa na bexiga ou na região anal). Nos casos graves as fezes contém sangue, muco e pus.

 

Sinonímia: Disenteria Bacilar:

Agente Etiológico: bactérias gram negativas do gênero Shigella, constituídos por quatro espécies: S. dysenteriae (grupo A), S. flexnere (grupo B), S. boydii (grupo C) e S. sonnei (grupo D). A infecção é adquirida pela ingestão de água contaminada ou de alimentos preparados por água contaminada. Também foi demonstrado que as Shigelas podem ser transmitidas por contato pessoal. Período de Incubação: varia de 12 à 48 horas.

 

Cólera:

Doença intestinal bacteriana aguda, caracteriza-se por diarreia aquosa abundante, vômitos ocasionais, rápida desidratação, acidose, câimbras musculares e colapso respiratório, podendo levar o paciente a morte em um período de 4 à 48 horas (casos não tratados). Agente Etiológico: Vibrio cholerae. Modo de Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doentes ou portador. A contaminação pessoa a pessoa é menos importante na cadeia epidemiológica. Período de Incubação: de horas a 5 dias. Na maioria dos casos varia de 2 a 3 dias.

 

Hepatite A:

Início geralmente súbito com febre, mal-estar geral, falta de apetite, náuseas, sintomas abdominais seguido de icterícia. A convalescença em geral é prolongada e a gravidade aumenta com a idade, porém há recuperação total sem sequelas. A distribuição do vírus da Hepatite A é mundial; porém em locais onde o saneamento é deficiente, a infecção é comum e ocorre em crianças de pouca idade. Agente Etiológico: Vírus da hepatite tipo A, hepatovirus RNA, família Picornavirideo. Modo de Transmissão: fecal-oral, água contaminada, alimentos contaminados. Período de Incubação: de 15 a 45 dias, média de 30 dias.

 

Amebíase:

Infecção causada por um protozoário parasita que está presente em duas formas: como cisto infeccioso, resistente e como trofozoíto, mais frágil e potencialmente invasor. O parasita pode atuar de forma comensal ou invadir os tecidos, originando infecções intestinais ou extra-intestinal. As enfermidades intestinais variam desde uma disenteria aguda e fulminante, com febre e calafrios e diarreia sanguinolenta ou mucóide (disenteria amebiana), até um mal-estar abdominal leve e diarreia com sangue e muco alternando com períodos de estremecimento ou remissão. Agente Etiológico: Entamoeba hystolytica. Modo de Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados por dejetos, contendo cistos amebianos. Ocorre mais raramente na transmissão sexual devido a contato oral-anal. Período de Incubação: entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos.

 

Giardíase:

Frequentemente assintomática, pode também está associada a uma diversidade de sintomas intestinais: diarreia crônica, esteatorreia, cólicas abdominais, eliminação de fezes esbranquiçadas gordurosas e fétidas, fadiga e perda de O primeiro sinal da infestação frequente é a presença de vermes vivos nas fezes ou ressurgidos. Sinais pulmonares inclui a síndrome de Coeffer, caracterizada por respiração irregular, espasmos de tosse, febre e pronunciada eosinofilia no sangue. A alta densidade de parasita pode causar distúrbios digestivos e nutricionais, dor abdominal, vômitos, inquietação e perturbação do sono. Complicações graves não raro fatais incluem obstrução intestinal e migração de vermes adultos para o fígado, pâncreas, apêndice, cavidade peritoneal e trado respiratório superior.

 

Sinonímia: Infecção por Ascaris:

Agente Etiológico: Ascaris lumbricoides, ou lombriga. Modo de Transmissão: ingestão dos ovos infectantes do parasita, procedentes do solo, água ou alimentos contaminados com fezes humanas. Período de Incubação: de 4 a 8 dias, tempo necessário para completar o ciclo vital do parasita.

 

Leptospirose:

Agente Etiológico: Leptospira interrogans. Modo de Transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados com a urina do rato. Ocorrendo com mais frequência em épocas de chuva e/ou alagamento. Frequência assintomática: A enfermidade pode apresentar-se como um simples estado gripal, até complicações hepáticas e renais graves. “Podem ocorrer também vômitos, dores de cabeça e muscular, principalmente na batata da perna (panturrilha)”. Período de Incubação: varia de 1 a 30 dias.

 

Fonte: aguasguariroba.com.br

 

 

Nível do Rio dos Sinos

* Medição realizada às 7 horas no ponto de captação do Semae.

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